Em outubro de 2024, os Açores anunciaram a maior rede de Áreas Marinhas Protegidas (AMP) da Europa, cobrindo 287.000 km² – 30% das águas regionais. Metade tem proteção total (sem pesca ou extração), e o resto proteção alta, salvaguardando corais, baleias e tubarões de atividades prejudiciais. Em janeiro de 2026, iniciou-se consulta pública para a Reserva Natural Marinha D. Carlos (173.000 km²), incluindo o Banco de Gorringe e Madeira-Tore, visando o objetivo UE de 30% de proteção oceânica até 2030.
Atualmente, Portugal tem 93 AMPs (304.195 km² marinhos), com foco em biodiversidade e economia azul sustentável, alinhado à Estratégia Marinha da UE. Estas medidas proíbem ou restringem pesca em zonas sensíveis, promovendo recuperação ecológica.
Agora, 15% das águas do arquipélago português estão agora designadas como totalmente protegidas e outros 15% como altamente protegidas, totalizando 287 000 Km2.
Porque é que isto são boas notícias para o Oceano?
Esta rede confere a estes ecossistemas únicos marinhos dos Açores novas proteções essenciais para os corais de profundidade, as baleias, os golfinhos, os tubarões, as raias manta e os peixes, de atividade pesqueiras destrutivas (pesca de arrasto de fundo), o uso de redes de emalhar em zonas sensíveis, a captura acidental (bycatch) de espécies protegidas, a sobrepesca de espécies vulneráveis, a utilização de artes ilegais ou não seletivas, a exploração intensiva de habitatsfrágeis e a extração de recursos descontrolada sem controlo científico.
